Técnicas de marketing que o filme “Obrigado por fumar” nos ensina

Aos cinéfilos de plantão, “Obrigado por fumar” é uma boa dica para incluir na sua lista de filmes imperdíveis. Mas a sugestão é para todos. A história é a seguinte: O personagem Nick Naylor, interpretado por Aaron Eckhart, é o porta-voz de uma empresa gigante de cigarros e o trabalho dele é “disseminar a palavra” a favor dos fumantes, e claro, dos cigarros.

E ao longo do filme, o personagem dá uma lição de comunicação e entendimento de produto, mesmo sabendo como o cigarro pode ser prejudicial para a saúde. Atacado por todos os lados, tanto pelo governo americano, que quer inserir um rótulo escrito “veneno” ao lado da imagem de uma caveira, remetendo aos riscos que o item provoca, quanto por entidades que atuam contra o fumo. É uma verdadeira guerra instalada.

O trabalho de Nick enquanto lobista (uma pessoa que faz pressão para influenciar tomadas de decisão na esfera pública do país – prática permitida nos EUA) é fazer da indústria do cigarro um setor com imagem positiva. E conquistar mais fumantes jovens, pois os números de consumidores dessa faixa etária têm caído. Com muito talento, o personagem dribla os “empecilhos” pelo meio do caminho e dá um show de marketing.

Vamos aprender com o filme?

Técnicas de marketing que “Obrigado por fumar” nos ensina:

O poder da argumentação, da oratória e da persuasão:

Como falamos, Nick realmente conhece o produto que está vendendo. E usa e abusa de todas as técnicas de argumentação para sair ganhando as discussões e deixar uma pulga atrás da orelha de seus opositores. E ainda consegue sair com razão!

Aqui vemos a importância do uso correto da palavra e como contornar as situações mais difíceis. Ex: em uma conversa com estudantes de uma escola, ele apresenta o que faz em seu trabalho “Falo a favor dos cigarros”. Então, uma garotinha responde “A minha mãe diz que os cigarros matam”. Sabe como ele sai da situação? Com essa sequência:

“A sua mãe é uma médica?”, “não”, “então ela não é especialista nesse assunto, né?” São tiradas inteligentes.

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Livre arbítrio X Alienação midiática

Somos bombardeados diariamente por uma série de propagandas. Vivemos na era das fake news (manipulação da informação). No momento em que o filme se passa, o cenário é o mesmo.

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O setor tabagista controla as informações que saem na mídia sobre o produto, assim como diversas outras gigantes estatais. Até o cinema não fica de fora: no filme, querem apelar para a 7ª arte, colocar atores fumando, como se fazia décadas atrás, para incentivar o consumo. Mesmo sendo uma prática negativa, há todo um planejamento estratégico voltado para formato de divulgação.

É possível lembrar da Teoria Crítica, de Theodor Adorno, que traz a questão de massificação dos meios de comunicação e da alienação das pessoas.

Aqui podemos ressaltar a importância do livre arbítrio e da transmissão de informações transparentes para quem consome o seu produto. “Obrigado por fumar” mostra o errado, mas nos levanta essa bandeira. Ser honesto ao vender o seu serviço e deixar o consumidor decidir sobre a escolha dele – o livre arbítrio.    

Marketing institucional

O filme também nos traz a importância da imagem de uma empresa para com a sociedade. Você é o que você faz e como você faz. A comunicação institucional de uma marca é essencial.

Hoje, a interação nas redes sociais, por exemplo, é uma forma de manter um relacionamento positivo com o consumidor. Investir no marketing social também é uma via de cumprir com responsabilidades sociais e ambientais da empresa, além de ajudar uma causa e manter a imagem agradável em frente ao público.

Em “Obrigado por fumar” percebemos esse tópico ao ver a necessidade da gigante da nicotina em se manter bem frente à sociedade, mesmo usando manobras na mídia.  

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Ética empresarial

Falamos muito sobre como o filme usa a manipulação da mídia a seu favor, com a persuasão por meio da argumentação. Aqui lembramos de um ponto muito importante ao lidar com o cliente: a ética.

É preciso ser honesto nos processos, desde a forma como lida com o consumidor e a sociedade, até a forma como se divulga um produto ou serviço nas redes sociais ou na mídia em geral.

Não fique bravo com “Obrigado por fumar”. Ele é uma grande ironia e usa esses gatilhos como uma crítica satírica e muito inteligente, tocando nas feridas. E nos deixa uma baita reflexão: até onde podemos ir ao comunicar para a nossa marca? Quais são os limites?

Te convidamos a assistir e tirar as suas próprias conclusões. Por aqui, aprendemos muito e nos divertimos bastante com o filme! Fica a dica.

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